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Justiça nega restituição de joias apreendidas com acusado de comandar Jogo do Bicho

02 Nov 2019 - 10:17

Da Redação - Arthur Santos da Silva - OLHAR JURÍDICO

Justiça nega restituição de joias apreendidas com acusado de comandar Jogo do Bicho

REPRODUÇÃO

O juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, negou no dia 31 de outubro um pedido de restituição de bens feito pelo empresário Frederico Muller Coutinho, acusado de ser uma das lideranças do Jogo do Bicho em Mato Grosso. Conforme informado, Muller busca reaver joias, um aparelho celular da marca Black Berry e a quantia de R$1,6 mil.

 
Segundo informado na decisão, não houve comprovação de que os objetos foram adquiridos de forma lícita. Conforme Jorge Tadeu, é costumeiro criminosos “utilizarem joias como meio de ocultar o dinheiro oriundo dos crimes”.
 
“Não obstante provar onde o objeto foi obtido, deve-se, também, provar como foi adquirido, com que recursos, ou seja, comprovar a entrada de dinheiro lícito em seu patrimônio e saída para adquirir os bens, por meio de extratos bancários os saques que fora realizados e que constituíram os valores”, complementou o juiz.
 
Em consequência da falta de informações, a restituição foi negada.
 
Operação Mantus
 
Frederico Muller é considerado líder da organização criminosa FMF (ELLO). Ele foi detido durante a Operação Mantus, desencadeada pela Polícia Civil. O suposto contraventor é acusado de disputar o mercado com João Arcanjo Ribeiro.
 
Foram denunciados ainda Dennis Rodrigues Vasconcelos, Indinéia Moraes Silva, Kátia Mara Ferreira Dorileo, Madeleinne Geremias de Barros, Glaison Roberto Almeida da Cruz, Werechi Maganha dos Santos, Edson Nobuo Yabumoto, Laender dos Santos Andrade, Patrícia Moreira Santana, Bruno Almeida dos Reis, Alexsandro Correia, Rosalvo Ramos de Oliveira, Eduardo Coutinho Gomes, Marcelo Conceição Pereira, Haroldo Clementino Souza, João Henrique Sales de Souza, Ronaldo Guilherme Lisboa dos Santos e Adrielli Marques.

Pesam contra integrantes da FMC a prática dos crimes de organização criminosa, contravenção penal do jogo do bicho e lavagem de dinheiro. Em ambas as organizações, conforme o Gaeco, havia estruturação de forma ordenada, com níveis de hierarquia entre seus integrantes, e tarefas denominadas para cada agente.

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